23.º DOMINGO COMUM
GANHAR O IRMÃO
Quem de nós se atreve a corrigir outra pessoa, sendo nós pecadores? O certo é que a 1.ª leitura lembra essa obrigação: não sermos indiferentes às opções dos outros, que os podem arrastar para o mal extremo. O evangelho mostra-nos o caminho da correção fraterna, sem cobardia nem superioridade.
«A vontade do vosso Pai é que não se perca um só destes pequeninos» (Mt 18,14).
Esse é o sentimento do Pai para com cada um de nós. Deve ser o sentimento genuíno de cada um de nós para com os outros: que ninguém «se perca».
A pedagogia do Mestre é gradual. Primeiro, aborda o teu irmão, com humildade e discrição. Se essa tentativa falhar, leva uma ou duas pessoas (sábias, respeitosas) - para o ajudar; não para o julgar. Em último caso, «comunica-o à Igreja»: deixa-o ao cuidado da comunidade e seus responsáveis. E se tudo parecer perdido, «considera-o como um pagão ou um publicano». Afinal, Jesus era chamado «amigo de publicanos e pecadores». Tudo seja feito não para ‘repor a verdade, mas para «ganhar o irmão».
Uma comunidade que ajuda os seus membros em suas fragilidades, com respeito e compaixão, é um lugar que atrai. Um lugar privilegiado da presença de Deus sobre a terra. Liga a terra ao Céu!

